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Santuário da Senhora da Paixão
- Ermida da Nossa Senhora da Paixão
Ermida da Nossa Senhora da Paixão

Santuário de Nossa Senhora da Paixão, 5140-151 Arnal
A ermida de N. Sra. da Paixão localiza-se em Arnal e é constituída por um templo religioso cuja época provável de construção remonta ao século XVI, sendo reformada no século XVII, XIX, XX/XXI.
O seu esplendor está no seu interior, destacando-se a capela-mor, com o retábulo mor do século XVIII de talha policromada e dourada, que ostenta ao centro imaginária da Paixão de Cristo. A cobertura é de falsa abóbada de berço, formada por quinze caixotões entalhados, cujo interior é composto por painéis pintados com motivos historiográficos da Paixão de Cristo.
Embutida no templo, a uma cota inferior, encontra-se a capela de devoção a N.ª Sr.ª das Dores que será a edificação mais antiga do local.
A área do santuário encontra-se delimitada por muro em alvenaria de granito. No seu interior é possível encontrar uma casa cuja memória e tradição oral popular atribui a designação de “Casa do Frade”, a qual terá servido de residência e ermitério desde o século XVI ao século XIX. Na área sul do santuário encontra-se implantada a Via Sacra que se desenvolve ao longo de caminho pedonal assinalando as catorze estações através de elementos escultóricos alusivos a cada uma delas, resumindo os passos da vida de Cristo explanados no Novo Testamento.
No exterior do perímetro do santuário existe ainda um cruzeiro ao qual se dirigia antigamente a procissão, que partia da Capela de São Gens, no centro da aldeia de Arnal. Segundo a tradição oral era comum as crianças trazerem uma pequena pedra à cabeça durante o itinerário da procissão e atirá-la de costas para o local onde se encontra implantado o cruzeiro.
A menção mais antiga a este santuário é feita nas Memórias Paroquiais de 1758, aquando da inventariação da freguesia de Linhares, identificando como administrador do santuário “…o capitão mor António José de Morais…”, sendo a capela pertença da freguesia. É mencionado o facto de que, ao contrario de todas as outras ermidas da freguesia que “…só são frequentadas nos dias santos da sua invocação com mais frequência, excepto a de Nossa Senhora da Paixão que a esta vão alguas pessoas de romagem, principalmente no tempo de Verão.”
A devoção e romarias ao santuário da N.ª Sr.ª. da Paixão perduraram ao longo dos tempos como nos atesta o autor Cristiano Morais, descrevendo-o como “…santuário é antiquíssimo, a ele andou ligada uma grande devoção espalhada, essencialmente pelas povoações da ribeira, tanto do lado do Douro como do Tua.”, salientando ainda o facto de que se trataria de “…uma das mais importantes confrarias deste concelho.”, que “Teve muitos bens e altos rendimentos.”.
A realização anual da festividade religiosa, ocorre no dia 8 de setembro, e cuja materialização mais evidente assenta na concretização de uma procissão, que conta com um largo número de romeiros/visitantes oriundos das diferentes freguesias do concelho, tal como de fora deste âmbito geográfico.
No dia 25 de março é efetuada uma celebração religiosa e profana designada por “Festa das Merendas”, cuja data coincide com a solenidade da anunciação do anjo a N.ª Sr.ª.
